Gustavo Adriano
Fotógrafo
por Franclim Santos “Ankh”

O início de cada artista, profissional, arauto, prodígio ou praticante, costuma advir de uma incongruência histórica. De uma conversa entre amigos, de um momento partilhado, de uma leitura, de uma audição, um devaneio ou insight, surge o interesse por um ofício específico.

Foto, fotografar.
O ato de registrar e converter signos em símbolos, documental ou artisticamente.
Um momento, um gesto, a intrínseca observância do fato conforme a ótica do interventor.
Um lapso de tempo, uma noção anacrônica da memória convertida em história.
Equipamentos, teorias e técnicas: de que valem sem sentimento?

A Wikipedia define fotografia como “técnica pela qual se obtém uma imagem pela exposição de uma placa banhada com material sensível à luz”.
Seria este o real significado que buscamos ao registrar momentos?
Se analisarmos seu surgimento o termo se aplica. Daguerreótipo, calótipo e uma infinidade de termos técnicos podem ilustrar o advento e a formação de uma prática que, de impressionante a comum, faz parte de toda cultura contemporânea.

Cultura: conjunto de elementos significantes que são ensinados, aprendidos, que fazem com que não sejamos apenas dissidentes da natureza animal e instintiva; definem um povo, um momento histórico, a estruturação da sociedade.

Fotografia enquanto forma de expressão, fotografar para buscar a arte. Transformar imagens corriqueiras em retratos significativos de um momento ímpar, de um pensamento encontrado em meio ao que se vê.

Arte: forma de expressão, produção de característica normalmente estética cujo autor utiliza no anseio de transmitir um sentimento, uma idéia, uma mensagem.

Ser fotógrafo: transformar o processo técnico de capturar momentos em pura e única forma de comunicação. Simples, objetiva como a lente que transmite o significado, para o império da significância.

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